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Cotidiano LUTO NO CINEMA

Diretor de "2 Filhos de Francisco" morre em PE aos 58 anos

O diretor estava na cidade de Limoeiro, em Pernambuco.

14/05/2022 17h15
Por: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O cineasta Breno Silveira morreu na manhã deste sábado (14) aos 58 anos após passar mal no set de filmagens de seu novo longa, segundo informações da produtora Conspiração Filmes. O diretor estava na cidade de Limoeiro, em Pernambuco. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu.

Silveira estava gravando as primeiras cenas de seu novo filme Dona Vitória, que marca a volta da atriz Fernanda Montenegro às telas de cinema. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio enquanto gravava as primeiras cenas do longa “Dona Vitória”. Breno deixa a esposa, Paula Fiuza, e duas filhas, Olívia e Valentina.

Um dos grandes sucesso de Breno foi “Dois Filhos de Francisco“, que conta a história da dupla Zezé di Camargo e Luciano. O diretor também foi o responsável pela cinebiografia “Gonzaga: De Pai pra Filho“, que conta a história de Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha.

Antes de assinar como diretor, Breno Silveira foi diretor de fotografia de “Carlota Joaquina“, dirigido por Carla Camuratti e que marcou a retomada do cinema brasileiro, e de “Eu Tu Eles“, de Andrucha Waddington estrelado por Regina Casé.

Antes de começar a dirigir longas, Breno Silveira foi responsável por diversos e premiados videoclipes, como: Minha Alma, da banda O Rappa, Amor I Love You, de Marisa Monte, e É Preciso Saber Viver, dos Titãs. Silveira dirigiu também o filme musical Gilberto Gil: Tempo Rei e o documentário para a televisão Amyr Klink – Mar Sem Fim. 

As produções para televisão passaram a ser mais presentes na carreira de Breno nos últimos anos, com o diretor assinando as séries Dom e 1 Contra Todos.

Entre Irmãs, lançado no formato de longa-metragem e minissérie, foi um dos maiores sucessos da TV brasileira nos últimos 20 anos, alcançando aproximadamente 84 milhões de espectadores.

Breno Silveira trabalhava na direção do longa Dona Vitória quando passou mal. O filme conta a história real de uma moradora de Copacabana que passou meses filmando atividades de tráfico em um morro próximo e entregou as gravações para um repórter.

“Esta é uma perda insuperável. Breno era um talento nato e soube, como poucos, usar seu olhar único para retratar o Brasil com toda sua emoção para dirigir obras inesquecíveis. O Brasil perde um de seus maiores cineastas, que vai nos fazer muita falta, tanto como pessoa como símbolo da cultura e da arte brasileira”, lamentam Pedro Buarque de Hollanda e Renata Brandão, chairman e CEO da Conspiração, em nota.

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