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Brasil VAZAMENTO DE DADOS

Deputado pede à PGR que investigue Bia Kicis por vazamento de dados pessoais de médicos

Alexandre Padilha diz que conduta de deputada bolsonarista é 'inaceitável'.

08/01/2022 14h46
Por: Redação Fonte: com informações do G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) pediu nesta sexta-feira (7) à Procuradoria Geral da República (PGR) que investigue a deputada Bia Kicis (PSL-DF) pelo vazamento de dados pessoais de três médicos que defenderam a vacinação de crianças contra a Covid-19.

Em um grupo do WhatsApp, a parlamentar, que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, confessou ter divulgado as informações pessoais dos profissionais. O caso foi revelado pelo jornal “O Globo”. Os documentos estavam em poder do Ministério da Saúde e foram vazados nas redes sociais por grupos que alimentam correntes contra a imunização.

No pedido apresentado à PGR, Alexandre Padilha classifica como "inaceitável" a conduta da deputada, que, para o petista, "fere os princípios básicos da ética humana e da lei penal". Padilha disse ainda que a atitude de Kicis "coloca em risco a vida" dos profissionais.

"Em um contexto de agravamento do desrespeito aos preceitos civilizatórios e democráticos, com ataques estimulados ideologicamente pelo ódio e desprezo pela vida, a ação da deputada coloca em risco a vida de profissionais sérios que voluntariamente aceitaram participar de debate público sobre tema da maior relevância e atualidade, qual seja, a vacinação de crianças contra a Covid-19", afirma Padilha no documento apresentado à PGR.

Conselho de Ética

Em outra frente, o PT preparou uma representação para que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados analise a conduta da deputada Bia Kicis.

No documento, o partido afirma que a ação da parlamentar "revela um patente descumprimento dos seus deveres fundamentais ao violar direitos fundamentais de cidadãos dos quais representa".

"Agrava-se o fato em razão de o vazamento das informações ter ocorrido com objetivo de intimidar posicionamentos contrários à ideologia do representante legislativo, ou seja, para além da violação do direito à privacidade, constata-se a violação do direito à livre manifestação de pensamento", acrescenta o PT na representação.

A legenda afirma ainda que a divulgação de telefones e e-mails pessoais permitiu que apoiadores da deputada promovessem "intimidações e ameaças" contra os médicos.

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