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Política CONDENAÇÃO

STJ reduz tempo de prisão e fixa regime semiaberto para Buba

O TJPB condenou o parlamentar a uma pena de nove anos de reclusão.

24/09/2021 08h46
Por: Redação Fonte: com informações do MaisPB
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), modificou decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba reduzindo para 4 anos e 8 meses a condenação do deputado estadual Buba Germano. Com a decisão do ministro, a pena deverá ser cumprida em regime semiaberto.

Concedo a ordem de ofício para reconhecer a ocorrência de bis in idem e a desproporção na valoração negativa das circunstâncias judiciais dos crimes imputados ao paciente Rubens Germano Costa”, disse o ministro em sua decisão.

O TJPB condenou o parlamentar a uma pena de nove anos de reclusão, no regime inicial fechado. Ele foi condenado por desvio de verbas públicas quando prefeito do município de Picuí.

O ministro frisa que está constatada a flagrante ilegalidade decorrente da existência de bis in idem (repetição) na valoração das circunstâncias judiciais de ambos os crimes imputados.

Entenda o caso

A denúncia do Ministério Público estadual dá conta de que, na época dos fatos, o réu, que era prefeito do Município de Picuí, “fez gestão verbal com a Paróquia de São Sebastião (Comissão Organizadora da Festa) de Picuí, culminando com a terceirização/contratação da parte social (pavilhão/dancing) da Festa do Padroeiro de São Sebastião (Festa de Janeiro), pela quantia de R$ 6.000,00, oportunidade em que prometera que “se a festa fosse boa, ele repassaria um pouco mais do que foi combinado para a igreja”, ou seja, se rentável a festa, pagaria acima do pactuado”.

Relata, ainda, que, “no dia 16 de janeiro de 2005, o prefeito participou do leilão da festa no pavilhão, tendo arrematado itens do leilão para si, no valor aproximado de R$ 700,00, porém somou tal despesa da arrematação que fez no leilão com o valor de R$ 6.000,00 pactuado em face da terceirização da festa e, ainda incluiu o acréscimo que prometera à paróquia. Dessa feita atingiu o montante de R$ 7.125,00, cujo valor fora pago pelo Prefeito à Paróquia, pessoalmente, consoante cheque nº 851742, datado de 01/03/2005, conta nº 40.376-8, Agência nº 2441-4/Banco do Brasil, estrategicamente “nominal” para Vital Gonçalves Cavalcanti – ME”.

Conclui o Ministério Público, portanto, haver o acusado, então prefeito do Município de Picuí, desviado rendas públicas em proveito próprio, em face da arrematação de itens do leilão da festa para si, no valor aproximado de R$ 700,00, bem como desviado o valor de R$ 6.000,00, pactuado a título de terceirização da festa do padroeiro e, ainda, o acréscimo prometido à paróquia, perfazendo o montante de R$ 7.125,00. Segundo o MPPB, tudo teria sido pago com o dinheiro da Prefeitura de Picuí, valendo-se o acusado da empresa misteriosa e “laranja”, denominada Vital Gonçalves Cavalcanti/ME (Viproart-Show e eventos), sendo estes fatos comprovados através de cópia do cheque e cópia do depósito.

O Ministério Público assevera, também, constar nos autos provas de haver a festa ocorrido dentro da programação social (14/01 a 19/01/2005), consoante convite/folder, com valores do “ingresso” individual oscilando em torno de R$ 10,00 a R$ 15,00 e que grande parte fora vendido por intermédio de funcionários públicos municipais, no prédio público denominado “ferro de engomar”, pertencente ao Município de Picuí, sendo tais condutas delitivas comprovadas por meio da cópia do cheque e dos depoimentos.

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