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Cotidiano AÇÃO CRIMINOSAS

Homens armados invadem acampamento do MST na Paraíba e incendeiam sete casas

Moradores foram ameaçados de morte, caso não deixem o local.

10/06/2024 13h27
Por: Redação Fonte: com informações do G1
Foto: Carla Batista/MST
Foto: Carla Batista/MST

Um incêndio criminoso foi registrado na noite de sábado (8) no acampamento Canudos, do Movimento Sem Terra (MST) na Paraíba, que fica localizado no município de Riacho de Santo Antônio. Segundo as vítimas, quatro homens armados e encapuzados invadiram o local, expulsaram as famílias de suas respectivas casas, amarraram os adultos e iniciaram o incêndio. Sete casas foram queimadas, sendo que três delas ficaram totalmente destruídas.

O crime aconteceu por volta das 20h30 e os homens chegaram dizendo que eram policiais. De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, que iniciou as investigações na manhã de domingo (9), eles praticaram terrorismo psicológico contra as vítimas, ameaçando-os de morte caso não deixem a região.

Peritos da Polícia Civil estiveram no local e confirmaram que o incêndio foi criminoso. Eles encontraram garrafas de plástico com gasolina que teriam sido usadas para estimular o fogo.

A delegada Suelane Souto, que iniciou as investigações, disse que as vítimas foram todas ouvidas e que haviam crianças no acampamento no momento do crime, incluindo um bebê de três meses. A delegada explicou ainda que um suspeito já foi identificado e ouvido.

O MST na Paraíba informou que a ação durou cerca de uma hora, que os acampados foram obrigados a assistir as chamas consumirem as casas e que depois eles foram ameaçados. Foram eles, com a assistência da Polícia Militar, que controlaram o fogo após a fuga dos criminosos.

A direção estadual do MST destacou ainda que o acampamento é uma ocupação realizada pelo MST há dez anos e abriga 56 famílias que reivindicam a desapropriação da fazenda Canudos. Uma área de cerca de 3 mil hectares que segundo eles se encontra abandonada e improdutiva.

Destaca também que há pelo menos dois anos os moradores vêm sofrendo ameaças de um administrador da fazenda. É ele, inclusive, o suspeito que foi ouvido pela delegada.

O crime está sendo acompanhado pela Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo.

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